"Lisboa" por Eugénio de Andrade e Carlos Loureiro Maquetas

Alguém diz com lentidão: "Lisboa, sabes..." Eu sei. É uma rapariga descalça e leve, um vento súbito e claro nos cabelos, algumas rugas finas a espreitar-lhe os olhos, a solidão aberta nos lábios e nos dedos, descendo degraus e degraus e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu, sabias?

Desenho de Carlos Loureiro Maquetas carlosloureiromaquetas@gmail.com
sobre o poema de Eugénio de Andrade, "Lisboa" de 1956.