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"Lisboa" por Eugénio de Andrade e Carlos Loureiro Maquetas



Alguém diz com lentidão: "Lisboa, sabes..." Eu sei. É uma rapariga descalça e leve, um vento súbito e claro nos cabelos, algumas rugas finas a espreitar-lhe os olhos, a solidão aberta nos lábios e nos dedos, descendo degraus e degraus e degraus até ao rio.

Eu sei. E tu, sabias?



Desenho de Carlos Loureiro Maquetas carlosloureiromaquetas@gmail.com

sobre o poema de Eugénio de Andrade, "Lisboa" de 1956.

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© 2020 by Poesia Revelada - Philippe Despeysses - Hervé Hette